Assassinato no Expresso do Oriente – Agatha Christie

Um trem lotado de passageiros com diversas nacionalidades e um assassinato. Esse é o cenário de Assassinato no Expresso do Oriente, escrito pela rainha do crime: Agatha Christie.

Esse foi o meu primeiro contato com a autora e escolhi essa obra – entre as mais de 80 que ela escreveu – porque soube que vai ser feita uma nova adaptação para o cinema (e eu sou do time que gosta de ler antes de assistir).

Já existe um filme baseado nesse livro. Lançado em 1974, o longa foi dirigido pelo premiado Sidney Lumet (que faleceu em 2011) e teve no elenco os atores Sean Connery (o famoso James Bond da década de 1960) e Albert Finney, que, na época, foi indicado ao Oscar de melhor ator (ele participou, mais recentemente, de 007 – Operação Skyfall como o zelador Zincade).

Veja o trailer da adaptação de 1974 (que só encontrei em inglês):

Segundo o portal The Hollywood Reporter, a nova adaptação foi confirmada pela presidente do estúdio Fox em novembro desse ano. O britânico Kenneth Branagh será o diretor do filme e fará, também, o papel do protagonista: o detetive Hercule Poirot. O longa ainda não tem data de lançamento.

 A história

O detetive belga Hercule Poirot – presente em 33 livros de Agatha Christie – está fazendo uma viagem pelo Oriente Médio quando recebe uma ligação para retornar à Londres. Ele tenta embarcar no próximo trem, mas descobre estar lotado, algo incomum para o inverno rigoroso em que estão vivendo.

No entanto, o detetive encontra seu amigo Bouc, que é diretor da companhia de trens e ele lhe arranja um lugar no vagão. O trem está cheio de passageiros de diversas nacionalidades e que, aparentemente, não se conhecem.

Tudo parece bem até que um dos passageiros é assassinado. O crime acontece ao mesmo tempo em que uma nevasca impede o trem de seguir viagem, portanto, o assassino segue dentro do vagão – ou seja: é um dos passageiros. Poirot, então, se encarrega de desvendar esse mistério em que todos são suspeitos. A dificuldade é grande, já que o trem está preso na nevasca e não há recursos para confirmar o testemunho dos suspeitos nem a presença da polícia para ajudar nas investigações. Será que estão todos mentindo? Como saber a verdade?

O que me parece mais interessante é que, neste caso, não temos nenhum dos recursos de que dispõe a polícia. Não podemos investigar o passado de nenhuma dessas pessoas. Temos de confiar apenas em nossas deduções, o que torna tudo ainda mais interessante. Não há trabalho de rotina. Tudo depende do intelecto.

Eu gostei muito do livro! Ele é curto e cheio de diálogos, então a leitura flui rápida e facilmente. Algumas pessoas podem estranhar a recorrência de expressões em francês, mas os significados são, em geral, explicados logo em seguida. Também amei as descrições da autora e consegui imaginar o cenário perfeitamente.

Minha única ressalva é: atente-se aos personagens. São muitos, de diversas origens e com nomes bem diferentes, então o leitor corre o risco de se confundir ou de esquecer quem é aquela pessoa. E como, em uma investigação, cada detalhe importa, a mínima confusão faz toda a diferença. Se necessário for, anote os nomes e algumas características de cada suspeito.

Eu me esforcei, juro, mas não consegui descobrir quem era(m) o(s) assassino(s). Achei o final surpreendente. Além disso, essa edição tem uma capa maravilhosa, dá até gosto de ler! Já ouvi dizer que a autora tem histórias melhores e não vejo a hora de conhecê-las! Se tiverem alguma indicação, sou toda ouvidos!

Taurina, jornalista, casada com o Xu e mãe de um poodle preto chamado Bruce (Wayne). Poderia viver eternamente de doces e livros.

4 Comment

  1. Ótima resenha, não sabia que ia sair uma adaptação! <3

    1. Pois é, estou ansiosa! Pena que ainda não tem data de lançamento… Enquanto isso, vou devorando outros livros da Agatha 🙂

  2. Para mim “O caso dos dez negrinhos” é a melhor obra dela.

    1. Vai ser meu próximo, Pri, outras pessoas já me disseram a mesma coisa. Só estou achando difícil de encontrar nas livrarias… Vou continuar à procura!
      Feliz de saber que você esteve aqui no blog!
      Beijos

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