Dia da mulher: conheça 5 histórias inspiradoras

O dia 8 de março, mais do que uma data para celebrar a mulher, deve ser dedicado à discussão e reflexão sobre seu papel na sociedade, ainda tão desigual em relação aos homens.

Por isso, aproveitando esse gancho, separei cinco livros que apresentam mulheres como protagonistas. Algumas das obras a seguir foram escritas por elas mesmas, já outras histórias foram eternizadas por terceiros, que, cientes da importância de cada uma dessas figuras femininas, decidiram registrar suas lutas e conquistas.

Então, que tal aproveitar esse Dia Internacional da Mulher para conhecer um pouquinho de algumas (entre muitas) guerreiras que fizeram e continuam fazendo a diferença em todo o mundo?!

Sejamos todos feministas – Chimamanda Ngozi Adichie

Para iniciar esta lista, escolhi o livro Sejamos todos feministas, da escritora Chimamanda Ngozi Adichie. Ainda não conhecia essa história, mas hoje durante uma conversa de almoço com a Thaís e outros amigos do trabalho, tomei conhecimento da existência do livro e confesso que fiquei curioso para saber mais sobre a publicação e também sobre a autora.

Neste ensaio, Adichie parte de sua experiência pessoal como mulher e nigeriana para mostrar que muito ainda precisa ser feito até que a igualdade de gênero seja alcançada, tanto no que diz respeito aos homens quanto às mulheres. A autora reforça que essa conquista será libertadora para todos: as meninas, que poderão assumir sua identidade, ignorando a expectativa alheia, e os meninos, que poderão crescer livres, sem ter que se enquadrar em estereótipos de masculinidade.

O diário de Anne Frank – Anne Frank

Mundialmente conhecido, O diário de Anne Frank não poderia deixar de figurar nesta lista, já que a história da garota que vivenciou de perto as realidades dos campos de concentração nazista é uma das obras mais aclamadas em todo o mundo. E, diga-se de passagem, o livro realmente é muito bom!

A publicação é um diário de Anne, no qual ela relata toda a tensão que sua família judaica sofreu durante a Segunda Guerra Mundial, quando eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne, inicialmente, foi para Auschwitz, e mais tarde para Bergen-Belsen.

Nas páginas do livro, a garota fala sobre seus sentimentos, aflições e pequenas alegrias de uma vida incomum, além dos desafios da transformação da menina em mulher, o despertar do amor, a fé inabalável na religião e, principalmente, sobre a rara nobreza de um espírito amadurecido no sofrimento.

Olga – Fernando Morais

Esta obra também tem como pano de fundo a Segunda Guerra Mundial e a perseguição de Hitler aos judeus. Conheci esse livro ao realizar um trabalho para a faculdade e lembro que, na época, fiquei impressionado com a crueldade dos fatos apresentados e com a garra e determinação da protagonista frente aos contratempos em que vivenciou.

A obra relata a história de Olga Benário, judia e comunista, que, apesar de ser de origem alemã, viveu boa parte de sua vida no Brasil, onde conheceu Luís Carlos Prestes, político comunista brasileiro. A militante foi entregue a Hitler pelo governo Vargas quando estava grávida de sete meses e acabou assassinada nos campos nazistas.

Frida – A biografia – Hayden Herrera

Até pouco tempo atrás eu não conhecia a história de Frida, mas também por meio de conversas com colegas de trabalho pude conhecer um pouquinho da vida dessa artista mexicana que tem um papel significativo para a luta feminista. Logo em seguida procurei mais sobre Frida e essa é uma das leituras que estão na minha lista.

A publicação traz à tona a intimidade da vida da pintora que transformou sua própria trajetória em arte. O livro sobre Frida Kahlo apresenta ao leitor a história por trás da mulher ícone da arte latino-americana moderna, uma das personagens mais marcantes da história do México, cuja imagem, de olhar complexo sob sobrancelhas espessas, cabelos negros e roupas coloridas, é amplamente difundida nos dias atuais.

Eu sou Malala – Malala Yousafzai

E para encerrar esta lista, selecionei o livro Eu sou Malala, que foi escrito pela própria garota em parceria com a jornalista britânica Christina Lamb. A publicação é uma daquelas histórias que realmente deixam o leitor emocionado e surpreso com o que é retratado em suas páginas. Eu considero esse livro um dos melhores que eu já li!

A obra narra infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de sua trajetória escolar, as asperezas de uma região marcada pela desigualdade social, as belezas do deserto e as trevas da vida sob o Talibã.

Quando voltava da escola, Malala foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa e poucos acreditaram que ela sobreviveria. Mas a recuperação milagrosa da garota a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz.

Atualmente, Malala tem 19 anos, vive na Inglaterra junto à família e continua a defender o direito das mulheres, não só as paquistanesas, mas de todas, à educação.


E você já leu algumas dessas histórias? Conhece outros livros que trazem mulheres reais como protagonistas que fizeram e fazem a diferença no mundo? Conta pra gente!

Mineiro, jornalista, escorpiano, leitor de boas histórias, amante de práticas saudáveis, apaixonado pela natureza e por boas vibrações.

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