Em cena: A cabana

Estreia amanhã nos cinemas brasileiros um dos best-seller dos últimos anos: A cabana. O livro, escrito pelo canadense William P. Young, foi lançado em 2007 e chegou ao Brasil no ano seguinte. A cabana é tido por alguns leitores como uma obra de cunho apenas religioso ou de autoajuda, mas para tantos outros, apresenta um drama bastante próximo da realidade, já que o protagonista perde a filha caçula de forma brutal e passa a questionar a existência de Deus e os planos Dele para sua vida.

Devido à fama que o livro alcançou, até mesmo entre os leitores não muito assíduos, optei por também conhecer a história. Mas precisei de três ou quatro tentativas para, finalmente, engatar na leitura, já que achava que fosse apenas uma história de autoajuda – gênero que não é um dos meus preferidos. Contudo, o livro superou as minhas expectativas, principalmente pela maneira como o autor nos apresenta Deus – como uma mulher negra – e Jesus – um homem pra lá de descolado.

Na época, fiquei me perguntando se a obra era de vertente evangélica, católica ou até mesmo espírita e não cheguei a nenhuma conclusão! Entretanto, após essas reflexões, acredito que A Cabana seja uma história sobre espiritualidade, agregando diversas culturas em torno de uma única crença maior, o que talvez justifique o enorme sucesso do livro, que já vendeu cerca de 20 milhões de cópias.

O livro

Editora Arqueiro, 240 páginas
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A obra conta a história de Mackenzie, que teve a filha mais nova, Missy, de apenas 6 anos, raptada durante as férias em família. Após realizar algumas buscas pela garota, as autoridades apresentaram evidências de que ela teria sido assassinada em uma cabana – apesar do corpo nunca ter sido encontrado.

Quatro anos mais tarde, Mack, revoltado com a vida e com os planos que ela reservou para ele, recebe uma carta suspeita, aparentemente vinda de Deus, convidando-o para voltar àquela cabana e passar o fim de semana. Ignorando alertas de que poderia ser uma cilada, o homem retorna ao cenário de seu pior pesadelo. Para sua surpresa – e é nesse momento que a história fica realmente interessante – ele tem um encontro pessoal com a Santíssima Trindade. Não é preciso dizer que essa experiência mudou a vida do protagonista para sempre.

O filme

No elenco estão Sam Worthington (Avatar e Fúrias de Titãs), no papel de Mack Phillips e a atriz Octavia Spencer – indicada ao Oscar deste ano como Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme Estrelas Além do Tempo – no papel de Deus.

Além disso, a brasileira Alice Braga interpreta a personagem Sabedoria.

Algumas críticas que eu li afirmam que a adaptação para as telonas deixou muito a desejar – com ressalvas positivas para a atuação de Octavia. Contudo, mesmo que a receptividade não esteja sendo das melhores, acredito que esse filme levará milhares de pessoas às salas de cinemas, que assim como eu, estão ansiosas para conferir a produção.

 

 

 

Mineiro, jornalista, escorpiano, leitor de boas histórias, amante de práticas saudáveis, apaixonado pela natureza e por boas vibrações.

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