Em cena: novidades da semana

Entre as produções que chegaram aos cinemas brasileiros na última semana, duas já foram contadas nas páginas de mangás e de um livro-reportagem. A vigilante do amanhã: Ghost in the sell é ideal para os fãs de histórias futuristas. Já o outro longa, Central – O filme, que tem pouco apelo comercial, traz para os holofotes (mais uma vez) a discussão sobre o precário sistema carcerário brasileiro.

A vigilante do amanhã: Ghost in the shell

Editora JBC, 352 páginas
Compre aqui: Ghost in the shell

O filme é um prato cheio para os fãs de histórias de ação e ficção científica e traz a renomada atriz Scarlett Johansson no papel principal. A produção chegou aos cinemas brasileiros na última semana e foi inspirada no mangá japonês Ghost in th Shell, criado por Masamune Shirow. Mas essa não é a primeira vez que a história ganha uma adaptação para as telonas: em 1995, o mangá ganhou uma versão para o cinema em forma de animação; já em 2002, foi produzida uma série de animação baseada na obra. Devido ao sucesso das duas produções, elas ganharam continuações!

A vigilante do amanhã: Ghost in the shell se passa após os anos 2029, período no qual é bastante comum o aperfeiçoamento do corpo humano a partir de inserções tecnológicas. O ápice desta evolução é a Major Mira Killian, que teve seu cérebro transplantado para um corpo inteiramente construído pela Hanka Corporation. Considerada o futuro da empresa, Major logo é inserida no Section 9, um departamento da polícia local. Lá, ela passa a combater o crime sob o comando de Aramaki. Em meio à investigação sobre o assassinato de executivos da Hanka, ela começa a perceber certas falhas em sua programação que a fazem ter vislumbres do passado, quando era inteiramente humana.

Central – O filme

Baseado no livro Falange Gaúcha, escrito pelo jornalista Renato Dornelles, o documentário relata a história do Presídio Central de Porto Alegre, que foi considerado o pior do Brasil pela CPI do Sistema Carcerário, da Câmara dos Deputados, em 2008. Para a produção, o local abre suas portas a fim de expor a estrutura malconservada e a vida de penitenciários em condições insalubres. Funcionários da prisão, detentos e familiares dos presos contam como é a vida cotidiana na cadeia e propõem uma reflexão sobre o estado do sistema penitenciário brasileiro.

Em 2016, Central – O filme, ganhou o prêmio de Melhor Documentário no Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa (FESTin), e agora, com sua circulação nacional, promete aquecer o debate sobre o sistema penitenciário brasileiro e a condição de vida das pessoas que vivem nesses locais. Esse sistema ajuda na ressocialização dos presos ou não fornece meios para que isso aconteça?

 

Mineiro, jornalista, escorpiano, leitor de boas histórias, amante de práticas saudáveis, apaixonado pela natureza e por boas vibrações.

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