Festival Literomusical 2017 – FLIM

É sempre muito gratificante e enriquecedor participar de encontros literários, como clubes do livro, saraus e feiras. Se atividades como essas acontecem a poucos quarteirões do local em que você mora, a situação parece ficar ainda melhor! E foi por esses e muitos outros motivos que eu não pude deixar de comparecer ao Festival Literomusical (2017), realizado nos dias 15, 16 e 17 de setembro no Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos.

Após ler, rapidamente, a programação, fui ao segundo dia de evento, sem muitas expectativas. Contudo, já adianto que a experiência foi muito boa!

No sábado à tarde, uma das participantes do Piquenique Literário, a Maria Eduarda, foi convidada a participar de um bate-papo com o escritor Ignácio de Loyola Brandão, autor de Zero e de muitas outras publicações. Então, para apoiar a nossa colega e representar o grupo, eu e outras pessoas do nosso clube do livro marcamos presença no evento. Ah, não posso deixar de falar que, antes do início da mesa-redonda, fomos citados pela organização da Flim.

A representante do Piquenique Literário, Maria Eduarda Raymundo, e o autor Ignácio de Loyola Brandão.

E é claro, que, além de incentivar a participação da Duda, também estávamos ali para ouvir o que Ignácio tinha para falar. Mas, primeiro, é preciso citar dois fatos importantes sobre Zero – livro escolhido pela organização da Flim para o debate com o autor.

  1. Ignácio de Loyola Brandão é um premiado escritor e jornalista brasileiro e é autor de dezenas de publicações, como Zero Não verás país nenhum.

  2. O romance Zero foi escrito durante a Ditadura Militar no Brasil e, por isso, é um importante relato sobre esse período da história do nosso país. Zero foi publicado inicialmente na Itália, em 1974, após ser recusado por 13 editoras brasileiras. O romance de Ignácio chegou ao Brasil cerca de três anos depois, mas logo foi considerado pelo Ministério da Justiça como atentatório à moral e aos bons costumes. Como resultado disso, Zero foi tirado de circulação.

Antes de o autor ser sabatinado pelos participantes da mesa-redonda e pelo público, Ignácio fez um significativo relato sobre esse período da história do Brasil, falou sobre suas experiências pessoais e mostrou que é dono de uma boa conversa carregada de muito bom humor.

Após o término dessa atividade, Ignácio conversou com o público durante uma sessão de autógrafos na livraria da Flim.

Nesse momento, eu tive a oportunidade de trocar algumas palavras com o autor e contei a ele sobre o Piquenique Literário. Ignácio se mostrou entusiasmado com a ideia e deixou a seguinte mensagem no meu exemplar de Zero:

Bruno, continue. Literatura é prazer. É entender a vida. Faça sempre o seu melhor. Obrigado.

No terceiro dia do Festival Literomusical, novamente fui ao Parque Vicentina Aranha e, na ocasião, conversei com alguns escritores independentes que lá estavam para divulgar seus livros. E foi aí que conheci a carismática escritora Cínthia Zagatto, que levou para a Flim seu segundo livro Vai sonhando.

Após uma rápida conversa com a autora, continuei meu passeio. Porém, apenas alguns passos depois dei meia-volta e voltei ao local onde ela estava. Para minha surpresa, Cynthia me recebeu com a seguinte frase: “sabia que você voltaria!”. Assim, motivado pela receptividade da autora, logo tratei de me apresentar, falando um pouco sobre o blog Além da Capa e o Piquenique Literário.

Minutos depois, acertei a compra do livro, que está autografado e que pretendo ler muito em breve. Prometo que assim que (começar e) terminar o romance, eu farei uma resenha pra vocês sobre as minhas impressões da história.

É importante frisar que durante o evento havia uma vasta programação para públicos de todas as idades, como mesas-redondas com personalidades do mundo literário, apresentações de teatro, música e contos, feira de artesanato e muito mais. Também merece destaque a transmissão simultânea dos eventos, que foi realizada pelo Parque Vicentina Aranha em suas redes sociais. Além disso, todas as mesas-redondas contaram com a presença de intérpretes da língua de sinais, tornando os eventos da Flim acessíveis para todos.

E, por fim, termino essa postagem com muito conhecimento na bagagem, dois livros autografados e uma paixão cada vez mais avassaladora por literatura. Parabéns aos participantes desse evento, ao público que esteve em peso nos três dias de festival e, por último, mas não menos importante, ao Parque Vicentina Aranha pela organização do Festival Literomusical. Que venham os próximos!

Mineiro, jornalista, escorpiano, leitor de boas histórias, amante de práticas saudáveis, apaixonado pela natureza e por boas vibrações.

2 Comment

  1. Ótimo post, Bruno! A FLIM parece ter sido incrível. Pena que não consegui ir…
    Beijos!

    1. O evento realizado pelo Vicentina Aranha realmente foi demais! Sorte a nossa que a FLIM é anual, né? Um beijão. 🙂

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