Milagre nos Andes – Nando Parrado e Vince Rause

1972. Seria uma partida qualquer para o time uruguaio de rugby. A disputa aconteceria no Chile, casa do adversário. Embarcaram no avião 45 passageiros – os jogadores, seus familiares e amigos. Mas o jogo nunca aconteceu. A aeronave se chocou contra as montanhas e caiu na Cordilheira dos Andes. Trinta e cinco pessoas sobreviveram à queda, mas um número muito menor resistiu ao que veio depois…

A história é real e bastante conhecida. Confesso que eu nunca tinha ouvido falar no acidente e, portanto, imaginei que fosse um livro trágico. De fato, o episódio é tão chocante que chega a ser difícil imaginar que algumas coisas aconteceram de verdade. Contudo, o que mais me impressionou foi o quanto a obra fala de amor, humanidade, solidariedade e fé.

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A parte dianteira do avião Fuerza Aerea Uruguaya caída nos Andes.

Quem narra os acontecimentos é Nando Parrado, um dos atletas sobreviventes. Na época com 19 anos, ele viajava ao lado da mãe e da irmã. O acidente fez com que ele ficasse inconsciente por três dias. Quando acordou, foi obrigado a enfrentar os maiores desafios e os piores medos.

Não vou entrar em detalhes para não tirar a motivação da leitura. Tenho certeza que, mesmo quem conhece os fatos, vai se surpreender pela forma como eles são narrados. Nando, ao colocar sentimento e detalhe em tudo o que aconteceu, consegue nos transportar para dentro da fuselagem, ao lado de todos aqueles que superaram (ou não) frio, fome, sede, dor e medo.

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Os sobreviventes da queda do avião na Cordilheira dos Andes.

Foram 72 longos dias na neve. Para salvar a si e aos outros, Nando e o colega Roberto Canessa andaram por 10 dias pelas montanhas até encontrarem um chileno que os deu comida, abrigo e acionou as autoridades, que há muito tempo os consideravam mortos. No fim, 16 pessoas sobreviveram, cada uma com suas próprias motivações. Em muitos momentos, Nando esteve na corda bamba entre a esperança e a vontade de desistir; mas o amor do pai e a vontade de reencontrá-lo o fizeram lutar pela vida.

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O homem de pé é o chileno que ajudou a salvar os sobreviventes. Sentados estão Fernando Parrado (a esquerda) e Roberto Canessa (a direita), naquela época.

Nos Andes vivíamos a contar as batidas do nosso coração. Cada segundo de vida era uma dádiva, que resplandecia de propósito e significado. Tenho tentado viver dessa forma desde então, e isso encheu a minha vida de incontáveis bençãos. Insto-o a fazer o mesmo. Como costumávamos dizer nas montanhas: ‘Respira. Respira mais uma vez. Enquanto respirares, estás vivo.’

A história é retratada no filme “Vivos”, de 1993. O History Chanel também fez um documentário sobre isso. É o “Estou vivo: milagre nos Andes”, de 2010. Ainda não vi nenhum dos dois, mas vou resolver isso em breve!!! Enquanto isso… deixo pra vocês o filme “Vivos” completo, dublado e disponível no portal Uol:

Parte I 

Parte II 

Parte III

Aqui, o trailer em inglês:

Taurina, jornalista, casada com o Xu e mãe de um poodle preto chamado Bruce (Wayne). Poderia viver eternamente de doces e livros.

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